O
passado não deve ser relembrado, mas um dia, por mais que ele não te
tormento, ele vem prestar contas. E quando isso acontece, há uma dor no
peito, uma angustia, que não dá pra ignorar facilmente.
Eu já fiz muitas coisas que não devo me orgulhar, mesmo com os meus poucos anos de vida.
E isso as vezes me perturba.
As
vezes me esqueço “dos ontens”, e vivo apenas o presente, com grande
intensidade, o que não quer dizer que nasci com essa qualidade, mas que
à adquiri depois de muitos sofrimentos.
Quando consigo agir assim, sou feliz e de uma felicidade plena quase que inesgotável.
Felicidade.
Algo que sempre busquei, porém acreditava que ela estava longe demais,
não fora de alcance, mas distante. E durante muito tempo, não soube o
significado dela.
Me
questionava sobre isso e as pessoas que estavam ao meu redor também. A
única coisa que eu tinha certeza é de que eu precisava encontrar ela,
fosse como fosse. Era uma necessidade, uma razão pra viver.
E
hoje, quando lembro dos meus momentos filosóficos de infância fico a
imaginar, como um ser tão pequeno podia ter tantas duvidas e angustias.
Por isso, creio que quando encarnei nesse novo corpo, junto comigo veio
uma missão e uma tarefa difícil de superar, não apenas pelo contexto
dessa nova história, mas também por defeitos e virtudes que trouxe de
outras vidas e de gerações passadas.
Todos
os dias Deus me dá uma chance de mudar meu futuro e a cada novo dia, eu
me torno uma outra pessoa, que ama mais o mundo e a si mesma.
O
passado, esse sim é um pesadelo e ao mesmo tempo o valor da vitória,
ele que engrandece cada mudança de atitude que tenho na minha vida. Sei
que por mais vergonhoso, triste ou até mesmo humilhante que ele possa
ter sido, ele é motivo de orgulho.
Hoje
eu acordei com um aperto no peito, por pensar que eu possa ter tomado o
rumo errado, mas isso só seria real, se o correto fosse o conforto, a
mordomia, o dinheiro, o prazer carnal, aquele que só existe para trazer
satisfação momentâneas, além claro de facilidades na vida, para fazer
aquilo que tinha vontade.
Porém,
isso não é uma verdade, porque já tive essa condição, já fiz tudo que
eu queria, mas nada era o bastante e eu sabia que eu podia ter o mundo
aos meus pés e experimentar absolutamente tudo e por mais que eu
tivesse e vivesse ao extremo, buscando de forma quase que desesperante
aquilo que me faltava, eu não encontrei e jamais encontraria, porque o
que eu estava procurando, estava ao meu lado o tempo todo.
E
como já disse, não seria dinheiro, nem drogas e muito menos satisfações
superficiais que me faria feliz, mas simplesmente aquilo que faço todos
os dias viver e amar a vida.
O
dia em que eu aprendi a agradecer por tudo que Deus me deu e me dá, e
amar o mundo da forma que ele é, aceitar as diversas situações e tentar
me adaptar a elas, eu encontrei aquilo que me faltava, aquilo que não
se compra, não se vende, não se encontra, apenas se tem, quando amamos:
felicidade.
E hoje, amanhã e todos os dias da minha vida eu quero apenas agradecer a Deus, por ele me amar e me ensinar a amar.
Porque felizmente, há uma solução para tudo (difícil de executar) e que é ensinada a séculos.
A velha conhecida: “ Amar ao próximo como a ti mesmo”.

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